Junho é conhecido internacionalmente como o Mês do Orgulho LGBTQIA + em homenagem à revolta de Stonewall, que aconteceu em Nova York, em 1969. Mais do que uma celebração da diversidade, a data é um momento de resistência, visibilidade e a luta por direitos civis.
Para acompanhar a celebração do Mês do Orgulho LGBTQIA+ há a indicação de quatro livros que trazem narrativas plurais e necessárias:
1. Na Casa dos Sonhos, de Carmen Maria Machado

Narrado em segunda pessoa, o livro funciona como uma memória autobiográfica de Carmen. Na trama, ela se apaixona por uma mulher que parecia ser perfeita, mas, acaba se encontrando em um relacionamento abusivo e psicologicamente intenso. Ao relatar sua experiência, a autora dá visibilidade a um tema historicamente marginalizado e silenciado: a violência doméstica entre casais do mesmo sexo. A obra mostra como a falta de referências dificultou para a autora entender seus próprios sentimentos e encontrar uma forma de escapar.
2. Young Mungo, de Douglas Stuart

Ambientado em Glasgow sectária no período pós-Thatcher, o livro acompanha Mungo Hamilton, um jovem de 15 anos que não consegue se encaixar em sua realidade. Sem o apoio da mãe -que lida com o alcoolismo- e sendo um garoto gentil e sensível demais para a gangue de seus irmãos, tudo muda quando ele conhece James. E embora devessem ser inimigos pelas tensões religiosas da cidade (um é protestantes e o outro, católico), os dois se apaixonam em um refúgio secreto: o pombal em que James construiu para seus pombos-correios. E quando os destino os separa, Mungo precisa encontrar forças e lutar por seu recomeço.
3. Fruit Fly, de Josh Silver

A narrativa acompanha a escritora Mallory Maddox que, enfrentando um severo bloqueio criativo após seu último lançamento, busca desesperadamente uma tentativa de voltar ao topo. Tudo muda ao encontrar Léo, um jovem enigmático e vulnerável em recuperação do vício em metanfetamina. Dessa forma Mallory se aproxima dele e para a escrever a história de Léo como se fosse sua. O livro se transforma em um thriller psicológico quando ela precisa decidir até onde iria para proteger seu segredo e alcançar a história perfeita.
4. Ruby-Fruit Jungle, de Rita Mae Brown

A obra publicada em 1973 vendeu mais de 70 mil exemplares de forma independente antes de ser adquirida pela editora Bantam. O livro acompanha Molly Bolt, em sua jornada de autodescoberta pela América, lidando com o impacto que sua beleza e personalidade magnética causam nas mulheres ao seu redor. E o que torna o livro ainda mais impactante é a recusa da personagem em tratar de assuntos lésbicos como tragédia ou subtexto, transformando-a em uma celebração da própria identidade.
