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Manuscrito com poema inglês antigo é descoberto em Roma

Durante o processo de digitalização de acervos antigos na Biblioteca Nacional Central de Roma, pesquisadores encontraram o “Hino de Caedmon”, primeiro poema conhecido escrito em língua inglesa. A obra está inserida em um livro datado do século IX.

Composto por nove versos, o “Hino de Caedmon”  foi escrito no século VII, por um trabalhador agrícola analfabeto da Nortúmbria (reino medieval que na época cobria o Norte da Inglaterra ao Sudoeste da Escócia). Segundo  a lenda, o homem nunca teria escrito nada até ter recebido o dom da poesia através de um sonho divino. A obra fala sobre a criação do universo e o poder de Deus.

  Descoberta pela pesquisadora Elisabetta Magnanti e seu colega Mark Faulkner, professor de literatura medieval da Trinity College Dublin, o poema- considerado o marco inicial da literatura inglesa- só sobreviveu por ter sido transcrito  pelo monge e teólogo medieval Beda, o Venerável, em sua obra de nome Histórias Eclesiásticas do Povo Inglês.

O manuscrito encontrado pelos pesquisadores é uma das cópias mais antigas já registradas na história e possui uma característica única: o Hino de Caedmon aparece no corpo principal do texto e não como anotações de margens ou apêndice, como ocorre em versões conhecidas.

Trajetória do manuscrito e poema inglês até sua descoberta

Sendo uma das poucas obras de língua inglesa que remontam a antes do século X, o poema  foi escrito originalmente em Whitby, North Yorkshire. E garantiu sua circulação  após ser incluído no livro de Beda, que o traduziu para o latim.

Mais tarde o poema foi copiado na Europa Continental entre os anos 800 e 830, quando ganhou  a valiosa cópia encontrada pelos pesquisadores na Abadia de Nonantola (Itália). Que logo foi roubada junto a outros documentos da Igreja de San Bernardo Alle Terme, em Roma para ser guardada em segurança durante a Guerras Napoleônicas, na década de 1810.

E após passar por diversos colecionadores privados, a obra foi enfim adquirida pela Biblioteca Nacional Central de Roma. Considerado perdido desde 1975, o manuscrito ficou oculto até ser descoberto pelos pesquisadores em 2026.

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