O livro taiwanês venceu o prêmio International Booker Prize 2026. Dentre os concorrentes finalistas estava a brasileira Ana Paula Maia.
De Taiwan para o mundo, a escritora Yang Shuang-zi venceu o prêmio literário International Booker Prize de 2026. Seu livro “Taiwan Travelogue” angariou o prêmio na última terça-feira, 19/05, Londres. É o primeiro romance escrito em mandarim a conquistar essa premiação, de acordo com o próprio site do concurso. O Booker International Prize premia obras traduzidas para o inglês e ainda não houve ganhadores em língua espanhola ou portuguesa.

“Taiwan Travelogue” narra a viagem culinária de uma romancista japonesa por Taiwan na década de 1930, momento em que a ilha esteve ocupada pelo Japão. Uma intérprete acompanha a protagonista em sua excursão e compartilha sua paixão pela comida local. É um livro que reimagina memórias de viagem, com descobertas e críticas sobre colonialismo.
“Os temas centrais do romance, a viagem e a comida, mudaram minha vida de duas maneiras evidentes. Por um lado, minhas economias diminuíram e, por outro, meu peso aumentou“, declarou a autora Yang Shuang-zi.
O anúncio foi feito por Natasha Brown, presidente do júri da premiação. Ela afirmou que se trata de “um livro cativante, de uma sofisticação sutil” que “funciona tanto como história de amor quanto como um incisivo romance pós-colonial“.
Nesta edição de 2026, foram sete finalistas a concorrer o prêmio, inclusive uma obra brasileira. Ana Paula Maia concorreu com seu romance “Assim na Terra como Embaixo da Terra”, publicado em 2017 pela editora Record.

Já publicou sete romances, traduzidos na Argentina, na Alemanha, na França e na Itália. Ana Paula também já ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2018 com “Assim na Terra como Embaixo da Terra”. A escritora atua em um gênero pouco explorado: o terror brasileiro.
Além de Ana Paula Maia, a ganhadora do prêmio concorreu também com Shida Bazyar, escritora alemã de “The nights are quiet in Theran”, Rene Karabash autora búlgara de “She who remains”, o alemão Daniel Kehlmann e seu livro “The director” e “The witch” da francesa Marie NDiaye.
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