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Por que Lost se tornou uma das maiores séries dos anos 2000

A história de Lost começava de forma relativamente simples, com uma queda de avião e os sobreviventes presos em uma ilha, tentando voltar à civilização. Ninguém esperava que esta premissa se tornasse um verdadeiro fenômeno: a primeira temporada manteve uma média de 16 milhões de espectadores por episódio. Seis temporavas depois, Lost segurou uma média de 11 milhões pessoas assistindo os episódios ao vivo.

É verdade que a maioria destes fãs têm muitas críticas ao final da série. Muitos não ficaram muito satisfeitos com o desfecho, mas ainda assistiram até o fim. A mistura do bom e do ruim pode muito bem ser um argumento para se tornar tão comentada durante sua exibição, e muitos anos depois. O site Collider separou cinco motivos pelos quais Lost se tornou uma das séries mais famosas (e mais faladas) desde os anos 2000 até hoje.

5. Os mistérios

Naufragar em uma ilha já é um conceito intrigante. Mas os mistérios desta ilha mantiveram o público de Lost ligando a TV episódio após episódio. Ouvir o som da sirene do monstro naquela primeira noite na ilha transformou um cenário já trágico e traumatizante em algo contínuo. Os personagens precisam permanecer nesse modo de sobrevivência, sem muito tempo para assimilar completamente o que aconteceu com eles. O monstro de fumaça passou a matar pessoas; havia um urso polar em um local supostamente tropical, e havia um sinal de rádio que tocava repetidamente. Haviam tantos mistérios que se tornaram um problema para a série: À medida que se aprofundava na história, o enredo deixava tantas pontas soltas que a série poderia seguir em qualquer direção.

4. Os personagens

Um enredo só pode ir tão longe quanto seus personagens e o carinho do público por eles. Lost fez com que o público comentasse sobre praticamente todos os personagens, suas vidas antes do acidente e como seguiriam depois. Jack (Matthew Fox) foi o primeiro personagem que vimos na série e atuou como âncora durante toda a sua exibição e sua dinâmica com Kate (Evangeline Lilly) sempre foi cativante. Josh Holloway, Dominic Monaghan, Jorge Garcia e Terry O’Quinn formavam o elenco dos sonhos, criando personagens que encantaram os fãs e os fazia se importar com o que aconteceria com eles. Cada personagem tinha seu próprio arco narrativo, seus objetivos e os meios para alcançá-los.

3. Os flashbacks

Os flashbacks estão intimamente ligados aos personagens, mas também se tornavam uma forma de dividir a narrativa entre o antes e o depois da ilha. Dotar cada personagem de um passado intrigante acrescentou uma dimensão à narrativa que manter a história exclusivamente no presente simplesmente não seria capaz de proporcionar. Isso também ajudou a série a se inclinar mais para seu lado dramático, que foi executado com proeza e tornou os personagens mais humanos e fáceis de se identificar.

2. Os plot twists insanos

Lost teve reviravoltas mais do que suficientes para deixar qualquer um de cabeça virada. Em seis temporadas, houve um homem vivendo no subsolo, uma criança que foi sequestrada por pessoas que aparentemente já viviam na ilha e um barco que acabou pertencendo a outra pessoa. A forma como o final da 3ª temporada está estruturado, por exemplo, retoma brilhantemente o estilo dos episódios anteriores, ao mesmo tempo em que subverte as expectativas de maneira hipnotizante.

1. A mistura de gêneros

A abordagem de Lost era misturar todos os gêneros existentes e ver no que dava. Sua cena inicial, na verdade, assumiu a energia de um thriller, com Jack correndo pela praia e tentando cuidar dos sobreviventes da melhor maneira possível com suprimentos escassos. A série tinha todos os elementos de terror, suspense e mistério para agradar os fãs mais diversos, além de poder ser considerada fantasia urbana e sobrenatural. Lost atraiu um público diversificado, e embora a capacidade da série de combinar esses elementos nem sempre tenha sido muito consistente, ela envelheceu bem o suficiente para que ainda hoje, tantos anos depois, possamos falar sobre essa ambiciosa mistura de gêneros.

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