Quase duas décadas após sua estreia, The Big Bang Theory continua expandindo seu universo. Depois do sucesso de Jovem Sheldon e Georgie e Mandy – Seu Primeiro Casamento, a franquia aposta em um caminho inesperado. Agora, quem assume o protagonismo é Stuart Bloom, o dono da icônica loja de quadrinhos que conquistou os fãs justamente por nunca ser o centro das atenções.
Com uma mistura de sitcom, ficção científica e humor, Stuart não consegue salvar o universo transforma um dos personagens mais subestimados da série em peça-chave de uma aventura que atravessa dimensões. A ideia parece improvável. Ainda assim, a execução entrega momentos divertidos e repletos de referências para quem acompanha a franquia desde o início.

Stuart Bloom finalmente assume o protagonismo
A trama começa quando Stuart danifica um dispositivo criado por Sheldon e Leonard, desencadeando um apocalipse multiversal. Para impedir o colapso da realidade, ele reúne Denise, Bert e Barry Kripke em uma missão que passa por versões alternativas do universo conhecido pelos fãs.
Ao longo da temporada, Stuart deixa de ser apenas o alvo das piadas e ganha uma evolução convincente. Kevin Sussman conduz essa transformação com naturalidade, enquanto Bert e Kripke roubam diversas cenas com o humor característico que marcou suas participações na série original.

Ficção científica ganha espaço e surpreende
Diferente de The Big Bang Theory, onde a cultura geek servia como pano de fundo, o novo spin-off coloca a ficção científica no centro da narrativa. Cada dimensão apresenta cenários, regras e desafios próprios, criando episódios imprevisíveis e recheados de easter eggs.
Além disso, a produção aposta forte na direção de arte. Os diferentes universos escondem referências visuais, piadas e detalhes que recompensam quem presta atenção em cada cena.

Humor funciona, mas alguns problemas continuam
A série não tenta se levar a sério e isso funciona na maior parte do tempo. O ritmo acelerado mantém o entretenimento, enquanto o humor metalinguístico brinca constantemente com os clichês da própria franquia.
Por outro lado, alguns problemas antigos permanecem. Personagens femininas continuam recebendo menos desenvolvimento do que seus colegas, e parte da narrativa prefere apostar em participações especiais e referências nostálgicas em vez de aprofundar seus protagonistas.

Vale a pena assistir?
Stuart não consegue salvar o universo dificilmente supera Young Sheldon, mas entrega a proposta mais criativa já apresentada dentro do universo de The Big Bang Theory. A série abraça o absurdo, explora o multiverso com bom humor e oferece aos personagens secundários a oportunidade de finalmente brilharem.
Mesmo com tropeços no roteiro e algumas escolhas questionáveis, o spin-off consegue se destacar pela criatividade, pela quantidade de referências e pela coragem de levar a franquia para um território completamente diferente. Para os fãs de longa data, é uma divertida homenagem ao universo criado por Chuck Lorre e Bill Prady. Para quem busca uma sitcom de ficção científica leve e repleta de fan service, a produção também tem bons motivos para entrar na lista.
