O novo Resident Evil chegou aos cinemas com uma missão complicada: revitalizar uma franquia que já passou por altos e baixos. Pelo resultado inicial, a aposta funcionou.
Dirigido por Zach Cregger, o longa arrecadou US$ 108,3 milhões no primeiro fim de semana mundial. Na América do Norte, foram US$ 60 milhões, enquanto o mercado internacional adicionou US$ 48,3 milhões.
Além disso, o resultado superou com folga a previsão inicial, estimada entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões. Assim, a nova adaptação da Capcom começou sua jornada comercial em ritmo acelerado.
A maior estreia de Resident Evil
O desempenho colocou o novo filme no topo das estreias da franquia. Mais do que isso, o longa já superou toda a arrecadação de Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City, que terminou sua passagem pelos cinemas com US$ 41,9 milhões.
O resultado também ultrapassou a bilheteria mundial do primeiro Resident Evil, lançado em 2002, que arrecadou US$ 102,9 milhões.
Ainda assim, existe um adversário considerável pela frente. Resident Evil: O Capítulo Final, de 2016, continua como o maior sucesso comercial da série, com US$ 312 milhões mundialmente.
A comparação fica ainda mais interessante quando observamos os demais filmes:
- Resident Evil (2002): US$ 102,9 milhões
- Resident Evil: Apocalipse (2004): US$ 129,3 milhões
- Resident Evil: Extinction (2007): US$ 147,7 milhões
- Resident Evil: Afterlife (2010): US$ 300 milhões
- Resident Evil: Retribuição (2012): US$ 240 milhões
- Resident Evil: O Capítulo Final (2016): US$ 312 milhões
- Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City (2021): US$ 41,9 milhões
- Resident Evil (2026): US$ 108,3 milhões no primeiro fim de semana
Portanto, Cregger ainda precisa manter o público interessado durante as próximas semanas para alcançar os maiores resultados da franquia.
O terror também está dominando 2026
O sucesso de Resident Evil não aconteceu isoladamente. O terror vem apresentando resultados expressivos nos cinemas em 2026.
Com US$ 108,3 milhões na estreia mundial, o longa se tornou a segunda maior abertura global de um filme de terror no ano, atrás de Backrooms, que alcançou US$ 118 milhões no lançamento.
Além disso, a produção superou a estreia mundial de Pânico 7, que arrecadou US$ 97 milhões.
O desempenho internacional também chama atenção. O Reino Unido liderou os mercados fora da América do Norte, com US$ 5,8 milhões. Logo depois apareceu o México, com US$ 5,6 milhões.
França e Alemanha também registraram resultados superiores aos respectivos desempenhos de Resident Evil: O Capítulo Final em suas estreias.
No Brasil, o filme arrecadou US$ 2 milhões no primeiro fim de semana.
E a jornada ainda está longe do fim. Japão, China e outros mercados importantes ainda receberão o filme. Portanto, o valor final pode crescer consideravelmente nas próximas semanas.
Crítica positiva pode impulsionar a bilheteria
A bilheteria não é o único indicador positivo para o novo Resident Evil. A recepção da crítica também chama atenção.
O longa registra 96% no Rotten Tomatoes, considerando 140 críticas, enquanto o Metacritic aponta nota 80 com base em 32 avaliações.
Esse desempenho ajuda a explicar o interesse crescente pelo filme. Afinal, adaptações de videogames nem sempre conseguem convencer críticos e fãs ao mesmo tempo.
Cregger adotou uma abordagem diferente das produções anteriores. Em vez de simplesmente reproduzir personagens e acontecimentos conhecidos dos jogos, o diretor priorizou a atmosfera do survival horror e a sensação de estar dentro de uma experiência da franquia.
Essa escolha pode ajudar o longa a alcançar espectadores além do público tradicional de Resident Evil.
Resident Evil pode iniciar uma nova era
O resultado de estreia coloca o novo filme em uma posição importante dentro da história cinematográfica da franquia.
Ao mesmo tempo, o desempenho mostra que o público continua interessado em grandes marcas do terror. Sequências, reboots e adaptações de videogames seguem encontrando espaço quando conseguem apresentar uma proposta capaz de chamar atenção.
Agora, resta acompanhar se Resident Evil conseguirá transformar uma grande estreia em uma longa trajetória comercial.
A marca de US$ 108,3 milhões já garantiu um começo histórico. Entretanto, os US$ 312 milhões de O Capítulo Final continuam no horizonte.