O espetáculo Três Vezes Poe, da Lunar Companhia de Teatro, leva aos palcos uma adaptação contemporânea baseada em contos clássicos do famoso escritor Edgar Allan Poe. A peça fará sua estreia na mini temporada do Festival de Primavera em Curitiba, nos dias 3 e 10 de Outubro, no Centro Cultural Espaço de Arte, e no dia 11, no Memorial de Curitiba.
Dirigida por Beto Meira e interpretada pelo ator Victor Ferreira, a peça aproxima os contos Annabel Lee, O Coração Delator e o Corvo em uma adaptação livre que fala sobre amor, perda, solidão, obsessão, saúde mental, memória e existencialismo. E apesar do elenco ser composto por apenas um ator, a composição do cenário, a iluminação, o som e o figurino ampliam a presença de Victor em cena, ajudando a criar as atmosferas que atravessam as três obras de Poe. Com a dramaturgia de Lara Rodi e Rafael Delgado, o espetáculo não busca reproduzir os contos, mas fazer com que essas figuras encontrem outro corpo, outra voz e outro tempo.

“Conceber este espetáculo, a partir da obra de Edgar Allan Poe, reúne uma equipe de jovens realizados e o desejo de levar à cena um olhar novo, plural e inspirador, nascido da contribuição de cada artista envolvido. Uma criação permeável às possibilidades que surgem da participação apaixonada de cada membro da equipe”, afirma Beto Meira. Para o diretor, conectar o espetáculo com o público ajuda a integrar o processo de criação, além de abrir uma nova etapa para o amadurecimento da montagem.
Nos dias 3 e 10 Três Vezes Poe conta com apresentação às 17h e às 20h. Já no dia 11 de outubro, a peça será apresentada somente às 17h, em sessão com libras. Todas as apresentações são gratuitas, com a distribuição de ingressos ocorrendo uma hora antes de cada sessão.
Sobre a estrela de Três Vezes Poe Victor Ferreira
Victor Ferreira começou a se envolver com as obras de Edgar Allan Poe ainda no ensino médio, quando estudava teatro. E em 2025, levou aos palcos uma primeira versão de um solo inspirado em O Coração Delator, dirigido por Marrara Mara no Teatro José Maria Santos, durante a Mostra Novos Olhares.
“Poe tem uma capacidade muito particular de construir o terror sem necessariamente torná-lo gráfico. Ele passa pela solidão, pelo mistério e pela fantasia de uma forma muito poética. Em alguns textos, transforma as palavras em uma teia que envolve o espectador pela leitura e pela própria sonoridade”, conta Victor.
Além de dar vida a peça Três Vezes Poe, o ator também assina o design do cartaz da montagem e participa da construção de sua identidade visual, ampliando sua atuação no processo criativo.