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Night City pelas mãos do diretor de Cyberpunk: Edgerunners 2

Night City nunca foi gentil, mas se depender do novo diretor geral da série, Kai Ikarashi, ela estará ainda mais implacável na segunda fase de Cyberpunk: Edgerunners. De acordo com ele, a luz não é mais um significado de esperança dentro do universo. “Ao invés de guiar os personagens para fora da escuridão, elas os isola, pressiona, encurrala.”, disse o diretor para o Polygon.

Vale lembrar que Ikarashi, antes de se tornar o diretor da série, assumiu o storyboard e a direção do episódio “Girl on Fire”, que se tornou um dos mais marcantes da primeira leva de episódios, com o mergulho de Maine na cyberpsicose: cenário estourado e branco, antes de tudo terminar em fogo.

De Martinez a Weak: a mudança expressiva em Cyberpunk: Edgerunners 2

Diferentemente da primeira temporada, com a ascensão trágica de David Martinez, se transformando pouco a pouco, em que o protagonista aceitava os custos de crescer mesmo perdendo muito pelo caminho, em Cyberpunk: Edgerunners 2 essa trajetória é invertida.

Diante do formato de antologia construído pela Netflix, a nova temporada traz como protagonista Weak, uma lenda do mundo edgerunner que agora precisa sobreviver sem nenhum implante cibernético, o que em Night City é quase uma sentença.

Segundo Ikarashi, ele não quer explorar essa fragilidade só como um obstáculo para o combate. “A vulnerabilidade física dele reflete mais suas mudanças emocionais do que suas ações”, explica. “Espero que o público preste atenção nas diferentes situações à sua volta, em como seu espírito confronta aquilo que nunca será recuperado, independentemente do quanto ele lute.”

A trilha sonora como molde para as cenas

Composta por Tsuneo Imahori, conhecido por seu trabalho em Trigun e Hajime no Ippo, a trilha sonora se afasta bastante do que foi visto na primeira temporada, e segundo o diretor ela não entrou depois, para dar acabamento, e sim para moldar a construçãoo das cenas.

Ikarashi ainda reforça, dizendo que nunca gostou do termo “música de fundo”, muito usado em animes, porque sugere que a imagem vem antes e o som é complemento. No caso de Edgerunners 2, o que ocorre é o oposto. “O trabalho de Imahori desenhou o caminho imagético deste projeto por meio do poder puro e cru da música, simplesmente”, diz.

O contraste entre a velocidade dos personagens e a magnitude de Night City

O fato de que Night City é uma personagem não é novidade para quem conhece o universo criado pela CD Projekt Red, e o diretor da nova temporada faz questão de trazer isso com ainda mais intensidade. De acordo com ele, um dos temas mais discutidos pela equipe de produção foi o contraste entre a velocidade do indivíduo e a magnitude da cidade ao seu redor.

Esse conceito, aponta Ikarashi, foi amplamente trabalhado em parceria com seu assistente de direção Naoto Uchida, e conversa diretamente com o que já vimos na primeira temporada, quando David se torna extremamente rápido por meio do Sandevistan, mas nada consegue fazê-lo escapar de Night City ou encurtar a distância emocional entre ele e Lucy.

Essa tensão, inclusive, ecoa até na trilha sonora original, com a canção “I Really Want to Stay at Your House”, de Rosa Walton, que aparece pela primeira vez quando o casal vive o sonho de caminhar na Lua em uma sessão de braindance e volta quando Lucy realmente realiza essa viagem ao tentar se distanciar do trauma vivido em Night City.

Cyberpunk: Edgerunners 2 estreia dia 20 de outubro na Netflix.

Confira mais novidades sobre este e outros animes aqui na Black!

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