O ator irlandês Jack Reynor falou sobre as mudanças no final de “Maldição da Múmia“ , filme dirigido por Lee Cronin lançado recentemente nos cinemas. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Reynor também abordou seus próximos trabalhos, que incluem a segunda temporada de Presumed Innocent, a segunda temporada de Citadel e o longa Power Ballad, entre outros.
O final original e a refilmagem
Segundo Reynor, o desfecho original do filme terminava no sacrifício de seu personagem, Charlie Cannon, que se mumifica no lugar da filha adolescente. Nas exibições de teste, no entanto, o público considerou o final excessivamente sombrio, o que levou a produção a filmar uma coda adicional. Na versão final, o Charlie mumificado é levado a uma cela de prisão onde está detido o Mago (Hayat Kamille), responsável pelo sequestro da filha oito anos antes. A cena final sugere que Charlie transferirá o demônio do Mago para que sua família possa ser reconstituída.
Reynor comentou a decisão:
“Você toma essas decisões porque quer dar ao público o que ele quer, e eu entendo isso. É um filme melhor, objetivamente falando? Não sei. Eu gostei do final original do Lee. Mas, se eu fosse ver aquele filme com meus filhos adolescentes e eles ficassem chateados porque era tão sombrio no final, talvez eu fosse a favor da coda. Vejo os méritos de ambos por razões diferentes.”
A filmagem da cena adicional, meses após o encerramento da produção, foi o único momento em que Reynor pôde atuar sob a maquiagem da múmia, algo que ele descreveu como uma honra, citando a tradição do personagem iniciada por Boris Karloff em 1932.

Comparação com Midsommar
Reynor também comparou a experiência de filmar “Maldição da Múmia” com seu trabalho anterior no terror Midsommar, dirigido por Ari Aster. Segundo o ator, as dificuldades foram de naturezas distintas. Em Midsommar, as condições de filmagem eram mais árduas, com orçamento apertado e uma equipe multilíngue (húngaros, suecos e falantes de inglês), o que gerava tensão constante. Já em “Maldição da Múmia”, o desafio foi mais técnico, mas o ambiente era mais colaborativo.
Próximos projetos
Reynor tem uma agenda carregada para os próximos meses. Em 6 de maio, estreia a segunda temporada de “Citadel” , série do Prime Video estrelada por Priyanka Chopra-Jonas, na qual Reynor interpreta um ex-agente da CIA. Em seguida, “Power Ballad” , sua quarta colaboração com o diretor irlandês John Carney, chega aos cinemas em 29 de maio. Reynor interpreta o agente de um integrante de boy band vivido por Nick Jonas.
O ator também participou das filmagens de “A Colt Is My Passport” , remake de um filme de gangster japonês dirigido por Gareth Evans (The Raid), ao lado de Lucy Boynton. Além disso, Reynor integra o elenco da segunda temporada de “Presumed Innocent” , série antológica da Apple TV+ que, apesar de não ter conexão narrativa com a primeira temporada, mantém o tom e a estética visual da produção original. Na trama, Rachel Brosnahan interpreta a advogada de seu personagem, que é réu em um caso de assassinato.
Sobre a nova temporada, Reynor afirmou: “A estética visual e o tom do programa definitivamente ressoam com a primeira temporada. A dinâmica interpessoal da segunda temporada é diferente, mas não é uma mudança tão grande que as pessoas vão sentir que estão assistindo a um programa diferente.”
Interesse no Batman e desejo pessoal
Questionado sobre a possibilidade de interpretar o Batman no novo universo DC liderado por James Gunn, Reynor respondeu que estaria disposto a fazer o teste: “É claro que eu iria aparecer para ler. Você tem que explorar as coisas. Se der certo e parecer a coisa certa, então faça.”
Por fim, o ator revelou qual filme gostaria de estrelar se tivesse poder de decisão: “Cure” (1997), de Kiyoshi Kurosawa, que descreveu como “uma obra-prima cinematográfica” , comparável a Seven, mas ainda superior em sua avaliação.
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