Já faz mais de 30 anos que vimos e nos apaixonamos pela primeira vez pelos brinquedos atrapalhados, corajosos e sonhadores de Toy Story. Buzz, Woody, Jessie, Rex, Sr. Cabeça de Batata e toda a turma vivem sem pagar aluguel na cabeça de muitos de nós até hoje.
Quem não se emocionou com o final do terceiro filme? Aquele parecia ser o último, para fechar a caixa. Mas aí tivemos Toy Story 4, que mostrou que ainda tinha mais para contar.
E agora temos o quinto título nos cinemas, confrontando gerações e buscando um tipo de afeto que hoje parece estar em segundo plano. Com diferentes ideias, personagens e uma mudança grande no público, o filme pode firmar o começo de uma nova era para uma das histórias mais apaixonantes da Pixar.
Para evitar spoilers, vamos resumir aqui: em Toy Story 5, Bonnie está com 8 anos e tentando fazer amigos na escola, mas todos eles estão obcecados com o novo tablet (Lilypad). Ela consegue um também e os brinquedos acabam ficando esquecidos no quarto.
O Collider entrevistou o diretor e co-roteirista Andrew Stanton, que fez parte de toda a franquia até agora, a co-roteirista Kenna Harris e a produtora Lindsey Collins pra falar sobre o filme e o que os fãs podem esperar do futuro de Toy Story.
Como foi fazer parte da produção de Toy Story 5?
A produtora Lindsey Collins faz parte da equipe da Pixar desde 1997, e já trabalhou em sucessos como Vida de Inseto, Procurando Nemo e Ratatouille, entre outros. Sua entrada na franquia Toy Story foi no segundo filme, que ela aponta como seu favorito: “Eu trabalhei em Toy Story 2 e foi o topo da minha lista de filmes favoritos em que eu já trabalhei.”
Ela explica que, para a Pixar, Toy Story tem um lugar especial, e que ver os personagens voltando à vida deixa todos eufóricos. “Ele faz parte do cerne do DNA da Pixar. Quando os personagens voltam para o estúdio, todos ficam felizes e animados pelo fato de o estúdio estar com esses ‘amigos’ de novo.”, explica. “Nós entramos no projeto sabendo muito em que tem um sarrafo alto para a gente atingir e ultrapassar. É bom estar no fim disso e sentir essa ansiedade para que o mundo possa ver.”
A mudança de ponto de vista após Toy Story 3

Toy Story 3 finaliza um arco, entregando a transição do ponto de vista da história para Bonnie a partir do momento que Andy vai para a faculdade, e no quarto filme vimos uma conclusão prévia para a história de Woody.
O diretor Andrew Stanton explica que foi foi um baque terminar o terceiro filme e tentar entender o que aconteceria ali na frente “Quando pensamos ‘Ok, vamos deixar Andy ir para a faculdade, fechar isso e entregar para a Bonnie’, não é só o final para uma criança, mas sim o começo para outra.”
Para ele, o quarto filme também não é o fim para Woody. É o começo real para Bonnie. “Vai do jardim de infância até alguns anos depois, e envolve tudo que aquilo significa. É um aspecto diferente da vida da criança que nós não vimos com Andy”, aponta.
“No quinto filme, ainda que tenhamos grande parte dos membros do elenco que já conhecemos, é diferente com a Jessie na liderança. Essa pequena mudança faz toda a diferença. Para mim, podemos chamar de ‘o arco das crianças’.”
Inspirações e ideias por trás do quinto filme
Kenna Harris, co-roteirista, explica que ao invés de armazenar ideias como “nozes no inverno”, eles tentaram trabalhar de maneira mais livre, realizando as vontades da equipe de ver certos desejos saindo do papel.

“Era algo como ‘OK, o que você quer agora? Vamos jogar todo o macarrão na parede e ver o que cola.”, diz. “Nós estávamos “Certo, se a gente pudesse estalar os dedos e fazer qualquer coisa acontecer, o que seria?”
Stanton deixa claro que nada foi tão aleatório, no entanto. “É como se a gente pudesse, finalmente, tecnicamente, trazer ambientes rurais com mais facilidade, e animais vivos também. Então a gente poderia usar essa estética em tudo, e tudo começou a encaixar.”
Até onde vai a franquia Toy Story?
Depois de 5 filmes, não é absurdo pensar em até quando poderemos ver lançamentos novos da franquia nos cinemas, e de acordo com o diretor, ainda teremos Toy Story por um tempo. “Nunca teve um fim em vista após o primeiro filme. À medida que avançamos, tudo funciona meio que como um fluxo de consciência”, disse Stanton. “Mas nós levamos isso muito à sério enquanto vamos em frente, abraçando o tempo de deixando tudo evoluir.”
Ele finaliza dizendo que agora, expandir o universo é o objetivo. “Nós estamos acostumados com essa televisão episódica, em que podemos só aumentar os mundos, as margens, e queremos somente ser honestos e verdadeiros com isso. Se tudo der certo, podemos continuar por muitas crianças.”
Toy Story 5 está em cartaz nos cinemas desde o dia 17 de junho.
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