O CEO da Sony, Hermen Hulst, tornou pública uma carta destinada aos desenvolvedores da Bungie. Nela, foram anunciadas demissões no estúdio, a intenção de manter o suporte à Marathon e jogos futuros. “Nossa prioridade imediata é dar suporte aos funcionários. Estamos providenciando suporte de transição e, onde possível, trabalhando para identificar oportunidades em nossa rede global de estúdios”, disse Hulst.
De acordo com o comunicado, a decisão foi tomada após extensas discussões e considerações cuidadosas. A Sony afirmou ter trabalhado em conjunto com a liderança da Bungie para avaliar planos a longo termo, demandas de recursos e o lugar dentro do catálogo Playstation. Isso foi antes da conclusão de que uma redução seria necessária.
Em junho, a ex-gerente de comunidade Liana Ruppert admitiu em rede social ter alertado que muito do dinheiro de Destiny 2 ia para o chefe do estúdio ao invés de ser investido na franquia. Ela se referiu à época do CEO Peter Parsons e também compartilhou que o estúdio estava “abaixo da linha vermelha” antes de ser adquirido pela Sony. O atual CEO Justin Truman assinou sua renúncia meses depois de assumir o posto.
A franquia Destiny ficou conhecida na indústria por seu longevo suporte, comunidade ativa e modelo de jogo-como-serviço que muitas empresas se inspiraram, replicaram e adaptaram. Marathon não foi um grande sucesso para a Bungie, mas manteve uma base de usuários suficiente e avaliações positivas da imprensa.
Outra nota oficial foi publicada pela Bungie, que se disse ciente do profundo impacto nas pessoas afetadas, famílias, amigos e parceiros de equipe. Essa foi a terceira e maior onda de demissões enfrentada pelo estúdio desde 2022. Eles reconheceram a incapacidade de Destiny 2 atender às expectativas financeiras nos últimos anos. Uma petição no change.org já reuniu cerca de 400 mil assinaturas à favor do desenvolvimento de Destiny 3.
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