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Fim do formato físico e os caminhos opostos de Sony e Microsoft

Desde que a Sony mostrou interesse em acabar com o formato físico de seus games, o assunto virou um divisor de águas entre ela e sua concorrente Microsoft. Enquanto a criadora do Playstation aposta todas as fichas no digital, a desenvolvedora do Xbox parece desenhar uma solução intermediária para não deixar ninguém órfão de suas coleções.

A decisão polêmica da Sony já gera processos judiciais em diversos países como Reino Unido, Espanha, EUA e Holanda. A reclamação principal é a de que a empresa estaria abusando de sua posição dominante para inflacionar os preços na Playstation Store, que hoje é o único local em que é possível comprar diversos jogos e conteúdos digitais para os consoles da marca.

Na Holanda, a fundação Stitchting Massaschade & Consument abriu um processo contra a Sony Interactive Entertainment pedindo mais de 450 milhões de dólares. O argumento é que, sem alternativa física, os mais de 1,7 milhão de jogadores holandeses serão obrigados a arcar com os 30% de comissão cobrados em cada compra digital.

O “Imposto Sony” sobre o formato físico

Em entrevista à Fortune, Andrew Ching, professor da Johns Hopkins Carey Business School, disse que a SIE sempre se defendeu desse tipo de acusação alegando que o mercado físico funciona como concorrência, já que ela não lucra com a revenda de jogos usados e/ou controla preços do varejo.

Essa defesa, no entanto, perde o sentido no momento em que o formato físico deixa de existir. O professor afirma que sem discos para comprar com desconto ou revender, os jogadores ficam presos à PS Store, e lá é a própria Sony que decide promoções e prazos de desconto, além de proibir a revenda.

Segundo Ching, existe uma lógica financeira por trás da nostalgia pelo físico. Quem compra um jogo de R$250,00 sabendo que pode revendê-lo por R$80 ou até R$100,00 está, na verdade, pagando por volta de R$150,00 pela experiência. Quando a Sony elimina essa possibilidade, ela faz com que o consumidor não queira pagar o preço cheio.

A alternativa da Microsoft: o Project Positron

Do outro lado, há indícios de que a Microsoft já esteja de olho na questão também e pretende tomar uma posição diferente. A empresa adiou a atualização mensal do Xbox Insider, e o líder do programa disse que essa mudança está relacionada a uma novidade que “vale a pena aguardar”.

Jez Corden, um jornalista conhecido por ter acesso a informações privilegiadas dos bastidores da empresa, disse que o projeto por trás do mistério é o Project Positron, que seria uma iniciativa que permitiria converter discos físicos em licenças digitais.

Se concretizado, o projeto ajudaria milhões de jogadores a migrar suas coleções em formato físico para o digital, o que faz sentido em cenário no qual os consoles sem leitor de disco se tornam cada vez mais comuns.

Segundo o jornalista, o sistema deve seguir algumas regras como a permissão da transferência da licença digital para outra conta (caso o disco seja vendido), mas restringindo a ativação a apenas uma licença por disco.

Para mais novidades sobre o mercado de games, acompanhe a Black!

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