Em sua primeira Gamescom, a CEO da XBOX, Asha Sharma, concedeu uma entrevista à rede pública de televisão britânica BBC News. Quando perguntada sobre o maior erro da marca na geração Series X/S, ela disse não haver só uma coisa. “Algo que aprendi construindo plataformas ao longo de minha carreira é que não existem balas de prata”, comentou. Entre os motivos elencados, estiveram o chamado “apocalipse de memória”, a COVID-19, os diferentes padrões de consumo dos mais jovens, o salto tecnológico da inteligência artificial e a falta de um modelo saudável para o negócio.
Sobre as dificuldades enfrentadas na Europa, Sharma apontou o PC como uma escolha em ascensão na casa dos dois dígitos para a empresa, ou seja, no mínimo 10%. Segundo a CEO, houve crescimento na Alemanha e, enquanto concorrentes encolheram na Inglaterra, a XBOX avançou. Experiências e conteúdos exclusivos foram considerados essenciais para qualquer plataforma. Nessa estratégia, há previsão de grandes receitas com os lançamentos de Gears of War: E-DAY, Minecraft Dungeons 2, Call of Duty: Modern Warfare 4 e Fable.
“Series S será o modo mais acessível de se jogar GTA (VI)”, declarou Sharma. Substituir a experiência conduzida pelos consoles, que representam uma grande parte da XBOX, seria muito difícil. Ainda assim, algumas franquias principais não têm produzido os bons resultados de antigamente. Desde que assumiu, a Halo Studios, ex-343 Industries, levou Halo a múltiplos problemas de desenvolvimento, recepção mista dos fãs e perdeu a exclusividade ao lançar no PS5.
Sharma acredita que Halo se mantém parte importante do catálogo, com bastante história e herança, uma estrutura chave de memória afetiva para a XBOX. Com o último título principal lançado há mais de um década, o estado de The Elder Scrolls VI vem progredindo após ser engavetado por Starfield. Em relação à exclusividade, ela disse ser “um jogo bonito”. Mas revelou que o Projeto Helix se trataria de uma família de dispositivos e não apenas de um console.
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