Citadel retornou após três anos de espera e trouxe o ator brasileiro Gabriel Leone ao elenco da nova temporada. Na trama de ação e espionagem do Prime Video, ele interpreta o antagonista Paulo Braga, um dos representantes das famílias controladoras da Mantícora, organização rival da Citadel.
Na história, Paulo surge como um empresário poderoso e influente, capaz de coordenar operações internacionais nos bastidores e interferir diretamente em decisões estratégicas ao redor do mundo. O personagem também se conecta a um experimento tecnológico altamente perigoso, que ameaça alterar o equilíbrio de forças dentro do universo da série.
Segundo a sinopse do primeiro episódio, o vilão força Bernard Orlick, personagem de Stanley Tucci, a desenvolver um chip de controle mental capaz de transformar pessoas em assassinos completamente manipuláveis. Ao longo dos novos episódios, Paulo Braga se consolida como um antagonista frio, estratégico e calculista, fugindo do perfil tradicional de vilões focados apenas em confrontos físicos. A proposta da série é posicionar o brasileiro como uma ameaça intelectual diretamente ligada aos planos da Mantícora para expandir sua influência sobre governos e organizações secretas.
A Amazon lançou os sete episódios da nova temporada simultaneamente em 6 de maio, estratégia que incentivou o consumo em maratona e impulsionou ainda mais o desempenho da série no streaming.

Uma das séries mais caras do Prime Video
Desde o início, Citadel representou uma das maiores apostas da Amazon no streaming. A primeira temporada custou cerca de US$ 300 milhões, tornando-se a segunda série mais cara da história da televisão, atrás apenas de The Lord of the Rings: The Rings of Power. O investimento superou inclusive produções grandiosas como Stranger Things, da Netflix, e séries da Disney+, como WandaVision, Loki e The Falcon and the Winter Soldier. Embora a empresa ainda não tenha divulgado os custos da segunda temporada, especialistas apontam que o orçamento também foi elevado.
A plataforma lançou a primeira temporada em 2023 e renovou a produção para um novo ano antes mesmo da estreia oficial. Posteriormente, a franquia expandiu seu universo com derivados internacionais. O spin-off italiano Citadel: Diana chegou ao catálogo em outubro de 2024, enquanto Citadel: Honey Bunny estreou em novembro do mesmo ano. No entanto, nenhuma das produções derivadas avançou além da primeira temporada até o momento.
Agora, o futuro da série principal ainda permanece indefinido. Apesar do sucesso recente no streaming, a Amazon avalia os altos custos de produção antes de decidir se desenvolverá uma terceira temporada de Citadel.
Desempenho de público e crítica
Criada por Josh Appelbaum, Bryan Oh e pelo showrunner David Weil, Citadel acompanha a trajetória da Citadel, uma organização global independente de espionagem que sofreu um ataque devastador da Manticore, agência rival que atua nas sombras para dominar a ordem mundial.
Na história, os agentes Mason Kane, interpretado por Richard Madden, e Nadia Singh, vivida por Priyanka Chopra Jonas, sobrevivem ao atentado, mas perdem completamente a memória. A partir disso, ambos precisam reconstruir suas identidades e recuperar lembranças apagadas enquanto enfrentam a ameaça crescente da Manticore. Já na segunda temporada, a trama mostra os agentes escondidos e dispersos pelo mundo, enquanto a organização rival intensifica a caçada.
A nova temporada já se consolidou como um sucesso de audiência para a plataforma. Segundo informações divulgadas pelo CBR, a produção alcançou o posto de segunda série mais assistida globalmente no Prime Video, ficando atrás apenas de The Boys, que se aproxima de sua quinta e última temporada.
Além disso, Citadel aparece entre os títulos mais vistos em mercados como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Romênia. No Brasil, até a publicação deste texto, a série ocupava a terceira posição entre as produções mais assistidas da plataforma, atrás da temporada final de The Boys e do filme Resgate em Grande Altitude, além de superar a audiência da produção nacional Cangaço Novo.
Em relação à recepção, a crítica especializada reagiu de forma dividida à primeira temporada. No agregador Rotten Tomatoes, o ano inaugural registra 51% de aprovação entre críticos, enquanto o público elevou esse índice para 62%. Já a segunda temporada ainda não reúne avaliações suficientes para consolidar uma nota crítica oficial, mas as análises publicadas até agora apontam uma resposta mais favorável. Entre os espectadores, a aprovação cresceu para 82%, indicando uma recepção significativamente mais positiva para os novos episódios.
