MÃES MACABRAS, DIFERENTONAS, ENLUTADAS OU DE CONSIDERAÇÃO PROVAM QUE A MATERNIDADE NÃO TEM UM PADRÃO. CONFIRA EXEMPLOS NA CULTURA POP
Neste 10 de maio, é celebrado mais um dia das mães, data que simboliza figuras marcadas por cuidado, proteção e amor, seja vindo de mães biológicas ou não.
Segundo uma matéria da National Geographic, a origem da data remete aos esforços de Anna Jarvis em promover um feriado que homenageasse as mães, sendo posteriormente abraçado por comerciantes, embora haja registros de que a data também esteja relacionada a mulheres que lutaram pela paz.
Aqui, na Black, é possível conferir posts de anos anteriores que prestigiem a data de alguma forma e chamem a atenção para a importância da figura da mãe, seja por meio de uma lista das melhores e até das piores mães da ficção.
Por isso, em 2026, trouxemos novas personagens para serem contempladas nessa data especial, mostrando a diversidade de papéis que representam as mães na cultura pop e no mundo do entretenimento, não necessariamente seguindo um padrão de maternidade. Confira seis ótimos exemplos de mães que “fogem da curva”, seja pela sua personalidade ou pelo seu enredo:
6 mães diferentonas da cultura pop para este dia das mães

1. Evelyn Wang (Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo)
Interpretada por Michelle Yeoh, Evelyn é uma imigrante chinesa dona de uma lavanderia, que descobre ter a missão de salvar o multiverso ao se conectar com versões alternaivas de si para deter sua filha, Joy.
Ao passo que o filme trata de temas como conflitos geracionais, aceitação e preservação dos pequenos momentos em meio aos conflitos do dia a dia, Wang representa uma mãe sobrecarregada, que vive em uma vida caotica, mas que descobre como lidar com a complexidade e o caos da existência no desenrolar do filme.
2. Tia May (Homem-Aranha)
Embora não seja a mãe biológica de Peter Parker, a tia May assume o papel de matriarca na vida do Homem-Aranha, sendo uma personagem reconhecida pelo seu cuidado com o heroi e pela sua personalidade, que mistura doçura, firmeza e comprensão. A pesonagem assume esse papel após a morte da mãe biológica de Parker, tornando-se sua base emocional e sua principal conselheira.
3. Mortícia Addams (A Família Addams)
Enquanto muitas figuras maternas tradicionais são associadas à delicadeza e à normalidade, Mortícia opta pela excentricidade no seu afeto familiar. A personagem abraça o macabro, o mórbido e atitudes que poderiam ser consideradas “estranhas” na criação de Wandinha (Wednesday) e Feioso (Pugsley), mas é extremamente amorosa, leal e presente, incentivando seus filhos a serem quem são.
4. Dona Hermínia (Minha Mãe é uma Peça)
Dona Hermínia é um símbolo de mãe “diferentona” porque, ao mesmo tempo que interpreta um papel que pode ser considerado senso comum, ela o eleva a um tom exagerado e escrachado, unindo humor, exagero e vulnerabilidade. Ela representa uma maternidade popular, marcada por broncas, superproteção e um amor quase sufocante, mas genuíno, que mostra o papel imperfeito de uma mãe ao passo que ela aprende a lidar com o caos doméstico e os conflitos do dia a dia.
5. Stef e Lena (The Fosters)
Stef e Lena são um casal lésbico que cria filhos adotivos, biológicos e acolhidos, protagonizando a série The Fosters. Interpretadas respectivamente por Teri Polo e Sherri Saum, elas vivem em San Diego, na Califórnia, tentando equilibrar os desafios da carreira, do relacionamento e da maternidade.
As personagens rompem com o modelo tradicional de família ao que representam o cotidiano de um casal queer, mostrando que todo núcleo familiar precisa de cuidado, diálogo e presença emocional.
6. Manuela (Tudo Sobre Minha Mãe)
Manuela, assim como o filme Tudo Sobre Minha Mãe, expõe diferentes visões sobre a maternidade e, sobretudo, sobre a mulher. A personagem é uma mãe presente e ativa na vida do filho, mas que logo no início do filme o perde em um acidente de carro.
A figura da mãe enlutada, então, passa por uma transformação, mostrando um cuidado coletivo para com outras mulheres enquanto enfrenta seus próprios dilemas e reconstroi sua rede familiar, longe dos padrões sociais e focando sua sobrevivência e a de outras pessoas.
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