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Maria Fernanda Cândido relembra participação em Animais Fantásticos

Maria Fernanda Cândido relembrou sua participação na franquia Harry Potter durante uma coletiva no Festival de Cinema de Gramado, nesta sexta-feira (21). Uma das homenageadas desta edição do evento, a atriz falou sobre momentos marcantes de sua trajetória e contou como descobriu a dimensão da saga ao participar de Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore, lançado em 2022.

Na produção derivada da franquia, Maria Fernanda interpretou Vicência Santos, Ministra da Magia do Brasil. O filme também contou com Jude Law como Alvo Dumbledore e Eddie Redmayne no papel de Newt Scamander, protagonista da série derivada.

O que diz a atriz:

Questionada sobre sua percepção a respeito da popularidade mundial de Harry Potter, a atriz admitiu que não tinha ideia da proporção alcançada pela franquia.

“Não sabia que tinha essa dimensão. Os meus filhos sabiam, eles tinham um pouco mais essa consciência. Eu só fui entender isso depois. Porque, mesmo que alguém te conte, [te diga] ‘olha, esse mundo de ‘Harry Potter’ é cheio de fãs’, você entende isso, mas você não sabe. Quando o filme foi lançado, aí eu senti na pele”, recordou.

Além disso, Maria Fernanda contou uma situação curiosa que enfrentou durante as filmagens. Como tinha assinado um contrato que a impedia de revelar informações sobre a produção, ela tentou publicar uma foto aparentemente inocente, mas acabou provocando uma reação inesperada entre os fãs.

“Um dia eu estava no meu trailer, e eu tinha contrato, não podia divulgar, fazer foto. Mas eu fiz uma foto minha que não tinha nada. Eu não estava caracterizada, estava normal. Fiz uma selfie e coloquei ‘dias de trabalho’ em um post aleatório, e isso causou um problema imenso”, contou.

Segundo a atriz, os fãs analisaram detalhes da imagem e conseguiram relacioná-la ao elenco principal. “Os fãs viram que a madeira do meu trailer era a mesma do trailer do Jude Law e do Eddie Redmeyne, uma coisa assim. Eles fizeram essa conexão. Começou ali já esse burburinho, e eu não podia falar nem que sim, nem que não [estaria no filme]. Foi uma avalanche de comentários. Como eu poderia imaginar uma coisa dessas? Aí eu já comecei a ver que o negócio era diferente.”

Acostumada a trabalhar em produções independentes, Maria Fernanda também destacou o impacto de participar de uma superprodução pela primeira vez.

“Foi uma experiência maravilhosa. Eu nunca tinha feito um filme assim. Você chega no set de filmagem e realmente tem ali um aparato tecnológico muito poderoso. É diferente do nosso dia a dia no cinema, é outra realidade”, refletiu.

Entretanto, apesar de toda a estrutura tecnológica, a atriz precisou recorrer à imaginação para interpretar uma das cenas.

“Foi bonito porque, ao mesmo tempo que tudo isso estava lá, a nossa disposição, a cena principal que eu tinha que fazer era contracenar com um bicho, um animal que nem existe, um animal mítico. Não havia nada na minha frente e eu tinha que contracenar com essa criatura”, recordou.

Por isso, Maria Fernanda precisou combinar a grandiosidade da produção com uma prática essencial para a atuação: a imaginação.

“Eu me vi no meio de muita tecnologia, mas me vi tendo que brincar, quase como eu fazia quando era criança. Esse faz de conta, essa imaginação. Algo tão básico do nosso ofício, que mesmo dentro de uma produção desse tamanho, a gente precisa ter a disponibilidade.”

Neste ano, como publicado pelo Gshow, o Festival de Cinema de Gramado homenageou Maria Fernanda Cândido com o Kikito de Cristal, prêmio especial concedido por sua contribuição ao cinema. Selton Mello também recebeu a honraria nesta edição do festival.

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