Baseado na obra homônima do espírito André Luiz, psicografada por Chico Xavier e Waldo Vieira, Sexo e Destino estreia hoje e conta a história de duas famílias que atravessam gerações unidas por consequências de relacionamentos passados.
O livre-arbítrio não quer dizer liberdade sem responsabilidade, cada pessoa tem autonomia para escolher qual caminho seguir, sendo ele ético ou criminoso. Nesse ponto, algo me tirou do filme em alguns momentos.
Quando uma cena de assédio sexual é justificada pela interferência de um espírito obsessor, o sentimento de desconforto se soma ao de indignação. Ao abrir esse precedente, o filme corre o risco de validar um discurso perigoso sobre atos criminosos, jogando a responsabilidade para a justiça divina, o que não me parece o melhor caminho a seguir.
A mensagem sobre arrependimento, perdão e evolução espiritual está ali, mesmo que filmada como uma dramatização de programas da tarde. Texto por Luiz Toniato. NOTA: 1/5