Em comunicado divulgado no dia 4 de novembro, o francês Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras de Videogames (STJV) acusou a Microsoft de criar as circunstâncias econômicas atuais para “justificar o fechamento” do estúdio. A entidade é responsável por representar os funcionários da Arkane Lyon. Segundo ela, o desenvolvimento de Blade estaria progredindo bem e o estúdio só será fechado se a Microsoft decidir “sabotar o jogo que financiou”.
Para o sindicato, as razões econômicas apontadas pela empresa existem devido às atitudes da própria. As contratações do estúdio ficaram congeladas por 19 meses, o que teria provocado atraso em entregas e custos adicionais usados como argumento para fechá-lo no futuro. “Esse fechamento é feito sem qualquer lógica financeira, já que encerrar a Arkane hoje, provavelmente, custaria mais do que finalizar Blade”, declarou.
A Microsoft ainda foi acusada de agir friamente e de modo desumano, sem considerar as vidas, projetos e sonhos de seus trabalhadores em nome de metas financeiras a curto prazo. “A Arkane é lucrativa. Só não é lucrativa o suficiente para a Microsoft”, ponderou o sindicato.
Entre as demandas elencadas caso o estúdio termine as operações, estão: mais participação dos funcionários na decisão de um comprador, um fundo de proteção para os trabalhadores demitidos por um futuro comprador nos 24 meses seguintes à aquisição; uma indenização de U$S 224.398 por funcionário; dois anos de suporte para realocação no mercado e compensação para trabalhadores independentes que sofrerem rescisão de contrato.
Em outubro, o Le Monde descobriu que a Arkane Lyon teria até 13 de novembro para encontrar um comprador, com um mês de prazo estendido. Há três dias, o Bloomberg revelou que múltiplas ofertas já haviam sido feitas, incluindo uma da Ubisoft. Fique de olho na Black e acompanhe tudo sobre a indústria dos jogos eletrônicos.