Lançada na última quarta-feira (21), “The Boroughs” é a nova série de ficção científica e drama da Netflix. Composta por oito episódios, a produção traz os irmãos Duffer (Stranger Things) em parceria com os produtores e showrunners Jeffrey Addiss e Will Matthews. O elenco de peso conta com Alfred Molina, Geena Davis, Alfre Woodward e Denis O’Hare e explorando temas profundos como o luto, o peso do tempo e o medo de seguir em frente.

A história se inicia com a chegada do protagonista Sam Cooper (Alfred Molina) no The Boroughs -comunidade de repouso para idosos no novo México- após a morte de sua esposa. Enquanto tenta a solidão, ele se une a um grupo de moradores para desvendar mistérios locais: desaparecimentos e mortes inexplicáveis chamam a atenção do grupo, além do fato de que os administradores do The Boroughs parecem jovens demais e nunca envelhecem. Ao longo da história os personagens descobrem que estão lidando com criaturas alienígenas que foram encontradas pelos responsáveis do local a quase cem anos.
Três curiosidades da série “The Boroughs”
1 A versão sênior de Stranger Things
Apelidada pelo público como a versão sênior de Stranger Things, a série nasceu de uma inspiração pessoal. Jeffrey e Will se basearam em seus avós para criar uma série com aventuras em que os protagonistas fossem heróis idosos -um grupo que, segundo os criadores, costuma ser subestimado ou pouco conhecido nesse tipo de produção.
2 O arco complexo de Wally
Em entrevista para ao portal Deadline, os showrunners comentaram sobre o arco de Wally. No início da série, ele demonstra simpatia pelos extraterrestres, mas vai se tornando ganancioso ao querer mantê-las vivas para salvar a comunidade. Os produtores explicaram a construção do personagem:
“Com o Wally, queríamos um personagem que tivesse uma perspectiva diferente sobre a morte em comparação com todos os outros. Então, todos os outros personagens estão chegando àquela idade em que começam a ir a mais funerais do que a festas de aniversário, em que percebem que vão começar a perder cada vez mais amigos. Queríamos ter um personagem que já tivesse passado por isso. Por isso demos a ele uma doença terminal. Ele é o que mais se conforma com a morte e o que melhor entende que esse é o próximo passo. Assim, quando ele é tentado, torna-se uma escolha muito mais consciente.”
3 A inspiração por trás da “Gosma Mágica”
Por último, os criadores detalham a origem da substância produzida pela alienígena conhecida como “ A Mãe”, capaz de rejuvenescer e curar doenças. A inspiração dos produtores veio da natureza: eles se basearam no comportamento das abelhas, que levam o néctar para a rainha mãe transformar o mel. E a partir dessa lógica, eles construíram a “Gosma Mágica”, que move as ambições de humanos e extraterrestres na trama.
