Já percebeu como a morte é um tema bastante explorado na literatura? Grandes dúvidas da humanidade abrem espaço para refletir. Entra nessa conversa com a gente hoje?
A morte é um tópico recorrente. Isso porque ela é um “e se” muito presente nas nossas vidas. E é isso que a literatura faz: imaginar possibilidades dentro do talvez, criar ficção em cima de questões reais.
Temos um catálogo variado de pontos de vista sobre a morte na literatura. Vamos ver alguns?
Perspectivas sobre a morte na literatura
O ano era 2012. Um livro jovem sobre dois adolescentes com câncer terminal alcançou a lista dos mais vendidos. A Culpa é Das Estrelas, de John Green, ofereceu um olhar sobre a morte que mesclava as dúvidas e medo, mas também a beleza da vida.
Houve até uma alta de um subgênero chamado sicklit. Nele, algum personagem tinha um tipo de doença física ou mental e refletiam sobre a morte. Em sua maioria, são para um público mais jovem. Por Lugares Incríveis, de Jennifer Niven, A Cinco Passos de Você, de Rachael Lippincott, Mikki Daughtry e Tobias Iaconis e Tudo e Todas as Coisas, de Nicola Yoon, são alguns exemplos.

Mas o tema ocupa o pensamento de escritores desde muito antes. Clássicos da literatura mundial também trouxeram suas perspectivas. É o caso de A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói é um exemplo mais maduro, que explora planos interrompidos e frustrações.
A partir da morte podemos falar sobre preservação da juventude como em O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, sobre o impacto da imortalidade como em As Intermitências da Morte, de José Saramago ou até a fantasia A Vida Invisível de Addie LaRue, de V. E. Schwab ou sobre decisões como em A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig.

Seja qual for a visão, provavelmente tem um livro sobre.
A morte na literatura não precisa ser não-ficção
Alguns livros de não-ficção sobre a morte são focados em ajudar as pessoas a lidar com esse momento inevitável.
Um exemplo é A Morte é Um Dia que Vale a Pena Viver, de Ana Claudia Quintana Arantes. Ela deu uma palestra no Ted Talks que falava sobre aproveitar a vida. E esse parece ser o grande ponto em comum. Nem sempre queremos saber sobre a morte em si, mas sobre viver ao máximo como uma forma de “vencê-la”.
Isso pode parecer com Os Dois Morrem no Final, de Adam Silvera, ou até Sociedade dos Poetas Mortos, de N. H. Kleinbaum, onde tem a famosa frase “Carpe Diem” (aproveite o dia) que o professos usa para inspirar os alunos a “sugar o tutano da vida”.
A questão é que não é preciso ler um livro de autoajuda para encontrar lições valiosas e reflexões sobre a morte. A arte permite que a gente tire algum sentido até de nossas dúvidas mais antigas.
Vale conhecer
Já viu os livros infantis que falam sobre morte com linguagem apropriada? Esse aqui é bem bonito:

E aí, de qual livro você lembra quando pensa no assunto?
