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Indústria da música cria iniciativa para combater fake streaming

A indústria da música se uniu para combater um problema que cresce junto com o mercado de plataformas digitais: o fake streaming. A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) anunciou a criação da Streaming Integrity Initiative (SII), iniciativa que estabelece práticas para prevenir, detectar e combater reproduções fraudulentas.

A proposta conta inicialmente com o apoio de empresas como Absolute Label Services, ADA, AWAL, CD Baby, FUGA, The Orchard, Revelator, RouteNote, Sony Music Group, Universal Music Group, Virgin Music Group e Warner Music Group. A iniciativa também convida outros distribuidores e representantes do setor a aderirem às medidas.

O que é fake streaming?

O fake streaming acontece quando serviços de música são manipulados para gerar reproduções que não representam ouvintes reais. Essas reproduções podem ser utilizadas para gerar receita indevida e alterar artificialmente o desempenho de músicas e artistas nas plataformas.

O problema afeta a distribuição dos royalties porque recursos destinados a reproduções legítimas podem acabar direcionados para atividades fraudulentas. A prática também pode prejudicar artistas e compositores ao distorcer dados de audiência e comprometer a confiança no sistema de streaming.

Segundo a IFPI, a fraude pode ocorrer em larga escala e nem sempre é identificada imediatamente.

Iniciativa terá cinco compromissos

A Streaming Integrity Initiative estabelece uma base comum para distribuidores musicais atuarem contra esse tipo de fraude. O programa está organizado em cinco compromissos principais.

O primeiro é verificar a identidade dos clientes e a titularidade dos direitos envolvidos nas músicas distribuídas. O segundo consiste em analisar conteúdos e atividades utilizando ferramentas capazes de identificar possíveis infrações, fraudes e riscos relacionados ao uso de inteligência artificial.

As empresas também deverão agir diante de suspeitas, investigando e adotando medidas contra atividades fraudulentas, inclusive em casos de infratores reincidentes. O quarto compromisso é compartilhar informações, quando permitido pela legislação, para dificultar que fraudadores migrem entre diferentes serviços.

Por fim, a iniciativa prevê mensurar os resultados e aprimorar continuamente os sistemas utilizados para combater novas formas de fraude.

IA aumenta preocupação com novas fraudes

A evolução das ferramentas de inteligência artificial também aparece entre as preocupações da iniciativa. A tecnologia pode facilitar a criação e distribuição de conteúdo em grande escala, aumentando a necessidade de mecanismos capazes de identificar comportamentos suspeitos.

A SII faz parte de uma iniciativa mais ampla da IFPI, chamada End Streaming Fraud, criada para aumentar a conscientização sobre o impacto da fraude no mercado musical.

Com a Streaming Integrity Initiative, a entidade pretende estabelecer uma atuação mais coordenada entre distribuidores, plataformas digitais e outras organizações do setor. A expectativa é que mais empresas adotem práticas semelhantes para dificultar a circulação de conteúdo e reproduções fraudulentas.

Para a IFPI, o combate ao fake streaming depende de uma resposta conjunta de todo o ecossistema musical, já que a fraude pode afetar desde artistas e compositores até gravadoras, editoras e plataformas de streaming.

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